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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Fairytale ~ 15

                - Francisca, senta-te. Ainda estás muito fraca, já por isso é que o médico não te deixou vir conncosco. – Disse Duarte.

                - Eu não quero saber, digam-me como é que ele está! – Exclamou Francisca, exaltada.

                - O médico esteve a mostrar-nos as radiografias e podemos claramente ver que ele tem quase todos os seus ossos partidos. Ambas as pernas estão partidas, ambos os braços, uma costela, um osso nas ancas, o maxilar, e muitas outras coisas. Tanto que ele ainda está a dormir e provavelmente vai ficar em como induzido durante alguns dias por causa das dores. – Explicou Duarte.

                - Mas ele vai ficar bem, não vai? – Perguntou Rute.

                - Felizmente vai. Vai demorar um pouco até ficar totalmente bem mas isso é o mal menor. – Disse Gonçalo.

                - Agora só resta saber quem é que lhe fez isto... – Murmurou Francisca.

                - Eu tenho uma ideia. – Disse Duarte.

                Todos olharam para ele com um ar inquisitório.

                - O Ruben ligou-me há pouco e disse que a Catarina comprou um bilhete de avião para Itália. Provavelmente estava a fugir.

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                3 SEMANAS DEPOIS

                Laura, prima de Catarina, tinha chegado a Portugal no dia anterior. Laura era apenas dois anos mais velha que Catarina e tinha a mesma idade que a irmã de Catarina, se esta ainda estivesse viva. Quando eram pequenas brincavam juntas e sempre foram muito chegadas até há dois anos atrás, quando Laura foi estudar para Nova Iorque. Agora, em plenas férias de verão, Laura veio a Portugal visitar a família e entretanto ajudava-os em tudo o que fosse preciso. O seu tio, chefe do gang, tinha pedido para falar com ela logo de manhã e agora este encontrava-se na garagem da sua grande mansão a limpar uma arma.

                - Bom dia. – Disse Laura, entrando na garagem.

                - Bom dia. – Respondeu o seu tio.

                - Queria falar comigo?

                - Sim. Hoje temos um acontecimento importante e quero a tua ajuda. Tu és inteligente e se alguma coisa correr mal, vamos precisar de ti.

                - Está bem. Mas do que é que se trata?

                - Depois vês...

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                - Tem cuidado! – Gritou Francisca, ajudando Mateus a levantar-se do sofá e quase embarrando na mesa de centro.

                - Francisca, eu estou bem!

                - Acabaste de sair do hospital! Tenho mesmo de te lembrar que foste atropelado?

                - Amor, eu estou bem. Juro. Eu consigo fazer a minha vida normal.

                - A maior parte do teu corpo está coberta com gesso! Tu partiste os ossos quase todos...

                - Eu sei, mas eu estou bem. Lembraste do que o médico disse? Umas semanas de tratamento intenso e já pude vir para casa. E eu só tenho gesso numa perna e num braço.

                - Está bem... Queres ir para o teu quarto, então?

                - Sim.

                Francisca ajudou Mateus a caminhar até ao quarto. Poucos minutos depois, Duarte e Gonçalo, juntamente com as suas namoradas, chegaram a casa e foram para os respetivos quartos, enquanto que as raparigas foram para a cozinha, fazer o almoço.

                - Como é que o Mateus está? – Perguntou Maria.

                - Ele diz que está bem mas eu já o conheço e sei perfeitamente que ele ainda tem dores e mentalmente ainda está um pouco traumatizado. – Respondeu Francisca.

                - Gosta de se fazer de forte... – Comentou Rute.

                - Mas isso acontece com a maioria dos rapazes. – Acrescentou Maria.

                - Mas com ele não devia acontecer porque eu quero reconfortá-lo e quero estar lá para ele mas é dificil porque eu não sei o que ele está a sentir. – Disse Francisca.

                Gonçalo desceu as escadas e entrou na cozinha.

                - Querem ajuda, meninas? Eu não sou nenhum chef mas sei os básicos...

                As raparigas sorriram e naquele momento, enquanto cortava uma cebola, Rute ouviu um barulho fora de casa.

                - Vocês ouviram aquilo?

                - O quê? Eu não ouvi nada... – Disse Maria.

                - Eu também não. – Disse também Francisca.

                - Shhh, ouçam. – Murmurou Rute.

                Durante alguns segundos não se ouviu nada, quando de repente a janela grande da sala se estilhaça em milhões de pedaços e em segundos, um grupo de 3 homens armados entra. As três raparigas correm o mais que podem, gritando, subindo as escadas. A meio do corredor, Duarte já vinha a correr, preocupado.


Maятa às 20:42

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2 comentários:
De Sara a 23 de Agosto de 2014 às 11:53
oh meu deus, e agora?
quero saber o que vai acontecer :)


De francis marie a 24 de Agosto de 2014 às 23:01
Ai o caraças o:
Adorei, põem rápido o próximooo ^^


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