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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2014

Fairytale ~ 14

                - Sim, mas mesmo assim sinto-me um pouco... desconsolada. Isto não é nada.

                - Para já não é nada mas pode ser o inicio de algo grandioso. Imagina que ela confia em ti o suficiente para te deixar sozinha em casa dela. Assim podes tentar encontrar os planos dela. – Encorajou Duarte.

                Francisca suspirou, não muito confiante quanto às suas capacidades para executar este plano.

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                Sentada numa mesa de um café próximo de sua casa, Catarina bebia o seu batido preferido, o de cereja. Enquanto isso, lia uma revista de moda. Enquanto virava uma página, olhou ao seu redor e sem contar viu uma silhueta conhecida sentada numa mesa perto da sua. O seu ex-namorado Ruben estava apenas a uma mesa de distância e parecia demasiado compenetrado nos seus pensamentos que não reparou que ela estava ali. A cabeça de Ruben virou-se para a porta onde agora entravam mais pessoas e Catarina sorriu ao ver melhor aquele olhos que ela tanto adorava. Se não fosse por causa deste plano de acabar com Mateus, eles ainda estariam juntos. Mas o seu sorriso rapidamente se foi ao ver quem se sentava com ele agora. Os seus três vizinhos e Francisca tinham acabado de chegar e devido à pouca distância entre as mesas, Catarina conseguia ouvir tudo o que diziam.

                “- Olá. Nós já temos novidades.

                - Não consegui muito. Apenas já sei que ela confia em mim o suficiente para me contar sobre o que aconteceu com a familia dela.

                - Mas isso é bom. É sinal que em breve vais saber mais.

                - Para já não é nada mas pode ser o inicio de algo grandioso. Imagina que ela confia em ti o suficiente para te deixar sozinha em casa dela. Assim podes tentar encontrar os planos dela.”

                Catarina não conseguia acreditar naquilo que ouvia. Apesar de eles não terem referido algum nome, ela sabia que estavam a falar dela. Tudo aquilo que tinha planeado estava prestes a ir por água abaixo.

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                - Eles já sabem. – Catarina falava com o seu pai ao telemóvel enquanto caminhava de um lado para o outro da sala.

                - Como?

                - Eles tiveram a ajuda do Ruben. Ele deve ter-lhes contado tudo. O que é que eu faço?

                - Vais ter que acelarar o processo...

                - O que é que queres dizer com isso?

                - O Mateus morre hoje.

                O coração de Catarina parou por alguns segundos ao ouvir aquelas palavras.

                - Arranja um plano rápido e eficaz e claro sem que haja provas que te culpem. Despacha-te.

                Catarina não conseguia falar.

                - Catarina, estás a ouvir-me?

                - Sim.

                - Depois diz-me alguma coisa. Até logo.

                - Adeus.

                Catarina desligou a chamada e pousou o telemóvel na mesa de centro, sentando-se no sofá a pensar naquilo que iria fazer naquela noite.

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                - Tens mesmo de ir? – Suplicou Francisca.

                - Tenho. Amanhã venho buscar-te cedo para podermos estar um bocadinho juntos. – Disse Mateus, sorrindo.

                - Está bem. Então até amanhã.

                - Até amanhã.

                Mateus e Francisca despediram-se com um beijo demorado e Mateus afastou-se de Francisca, indo em direção à sua casa. Francisca, à porta de sua casa, procurava a chave da porta da frente na sua mala quando ouviu um carro a acelarar. Virou-se para o ver e reparou em Mateus a atravessar a rua. Francisca largou a sua mala e esta caiu no chão, mal se apercebeu do que estava prestes a acontecer. Gritou pelo nome de Mateus e quando este, até ali distraído, ouviu já só teve tempo de olhar em direção aos faróis que vinham na sua direção. Com um estrondo, Mateus caiu inanimado no chão e o carro, preto com vidros também pretos e a matricula tapada, arrancou a grande velocidade contornando o corpo caido no chão. Francisca aproximou-se de Mateus, lágrimas caindo dos seus olhos. Gritava pelo seu nome e tentava acordá-lo, sem efeito. Os seus amigos Duarte e Gonçalo que tinham ouvido o barulho vieram a correr assim que se aperceberam que se tratava de Mateus. Duarte chamou uma ambulância e Gonçalo sentou-se ao lado de Francisca abraçando-a e tentando acalmá-la. Sem conseguir conter o choro, Francisca já tinha dificuldade em respirar, desmaiando nos braços de Gonçalo.

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                Sentadas no banco do hospital, Francisca apoiava a cabeça no ombro de Rute. Mal viram os dois rapazes Duarte e Gonçalo virar a esquina de acesso à sala de espera, saltaram dos seus bancos e correram até eles.

                - Então? – Perguntou Francisca.


Maятa às 19:38

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3 comentários:
De twilight_pr a 14 de Agosto de 2014 às 20:14
OMG OMG!
Tens de postar rapidamente, fiquei super interessada no que vinha a seguir, omg!
E ainda por cima terminas assim e como é que eu fico!
GOD!


De francis marie a 14 de Agosto de 2014 às 20:29
Desculpa não ter comentado o ultimo :s
MAS ADOREI MUITO OS DOIS E COM ESTE CAPITULO FIQUEI COM UMA VONTADE ENORME DE MATAR AQUELA CATARINA!!!!!
Espero que o Mateus fique bem :'(
Amei muito ^^


De Sara a 17 de Agosto de 2014 às 15:09
ele não pode morrer! o que é isto?


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