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Sábado, 1 de Fevereiro de 2014

Fairytale ~ 1

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                Mateus desceu as escadas com pressa, entrando na grande cozinha, dirigindo-se para o frigorífico.

                - Bom dia. – Cumprimentou Mateus.

                - Bom dia. – Respondeu Gonçalo que estava sentado numa cadeira ao balcão da ilha no centro da cozinha.

                - Bom dia. Tens alguma coisa para fazer depois das aulas? – Perguntou Duarte que estava encostado ao balcão, com uma taça de cereais na mão.

                - Vou só buscar a Francisca à faculdade. E depois estava a pensar em virmos cá para casa um bocado. Porquê? – Respondeu Mateus, ponde leite numa taça que tinha tirado do armário anteriormente.

                - Estava a pensar em tratar daquele assunto hoje... – Disse Duarte.

                - Está bem. Eu aviso a Francisca. – Disse Mateus, pousando a taça já vazia na banca.

                Mateus acenou aos dois homens na cozinha e dirigiu-se para a porta, pegando nas chaves do carro à saida. Fechou a porta e atravessou a rua, tocando à campainha da casa em frente à sua. Poucos segundos depois uma rapariga de cabelo e olhos castanhos abriu a porta, tendo um grande sorriso assim que viu Mateus.

                - Bom dia.

                - Bom dia. – Respondeu Francisca, inclinando-se para beijar Mateus.

                - Olha, hoje não vou poder ir buscar-te. – Avisou Mateus, depois do demorado beijo.

                - Porquê?

                - Assuntos... – Respondeu Mateus, encolhendo os ombros.

                - Já percebi, não precisas de dizer mais nada. Eu peço à Rute para me trazer, visto que não vou levar o carro.

                - Está bem. Vamos?

                - Sim. – Respondeu Francisca, agarrando na sua mala que estava pendurada no bengaleiro ao pé da porta.

                Fechou a porta e juntos caminharam até ao carro de Mateus que estava estacionado na rua. Já há dois anos que era assim. Desde que ambos tinham entrado para a faculdade que Mateus levava e ia buscar Francisca à faculdade, seguindo para o seu campus logo de seguida. Mateus, Duarte e Gonçalo continuavam com o seu pequeno negócio e até mesmo as suas vidas pessoais estavam melhor. Duarte tinha encontrado o amor junto de uma pessoa que não seria de esperar, de todo. Duarte namorava agora com Rute. E Gonçalo apaixonou-se por uma amiga de infância que já não via há 8 anos chamada Maria. Desde que ambos entraram para a faculdade que Francisca passava grande parte do tempo em casa de Mateus. A sua mãe e padrasto não impunham objeções, visto ser já do outro lado da rua e todos os fins de semana, Francisca ia almoçar com o pai. Para além destas mudanças todas, Francisca continuava a contactar com a sua melhor amiga Rute, não fossem ambas da mesma faculdade, nem namorassem com dois rapazes que são melhores amigos e trabalham juntos. Quanto a Mateus, a sua relação com os pais continuava do melhor e todas as semanas ia jantar a casa deles, por vezes levando Francisca com ele. Todas estas mudanças foram um pouco repentinas, mas agora com 20 anos ambos sabem que a vida é assim e não há maneira de a deter.

Francisca ia a pensar precisamente em tudo aquilo que se passou nos últimos dois anos, no caminho para o campus, quando uma voz masculina a retirou dos seus pensamentos.

- Francisca, estás bem? – Perguntou Mateus.

- Sim. Porque é que perguntas?

- Estavas tão pensativa.

- Estava só a pensar em tudo o que aconteceu. Há dois anos eu estava longe de pensar que estaria aqui, hoje, no teu carro, contigo.

- Tens razão. Muita coisa mudou. Mas foi para melhor ou para pior?

- Melhor, claro. – Respondeu Francisca, sorrindo.

Alguns minutos depois chegram à faculdade e Francisca despediu-se de Mateus com um beijo, saindo do carro logo de seguida. Mateus ficou a ver Francisca até ela entrar no grande edificio branco, seguindo para a sua faculdade que não ficava muito longe do de Francisca.

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                Mal a última aula acabou, Mateus apressou-se a sair da escola e ir para casa. Mal chegou, Duarte e Gonçalo já estavam dentro do carro, estacionado na rua, em frente à casa deles. Mateus estacionou e entrou para o carro onde os outros dois rapazes estavam. Mal Mateus bateu a porta, Duarte, que estava ao volante, arrancou.

                - Finalmente vamos apanhar o Soares. – Disse Gonçalo.

                - Sim. Trouxeram as armas não trouxeram? – Perguntou Mateus.

                - Claro. Achas que saimos de casa sem armas? – Disse Duarte.

                - Tens razão. Vocês podem ser tótós mas não são estúpidos. – Respondeu Mateus, sorrindo maliciosamente.

                Gonçalo e Duarte olharam para ele, fingindo estarem zangados, sabendo que Mateus estava apenas a brincar. Meia hora depois chegram a uma casa velha, num bairro abandonado e estacionaram perto. Sacaram das suas armas e olharam para a casa, a alguns metros de distância.

                - Prontos? – Perguntou Duarte.

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Se quiseres ser avisado/a sempre que eu publicar um capitulo, comenta neste post a dizer que o queres.


Maятa às 16:00

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3 comentários:
De twilight_pr a 1 de Fevereiro de 2014 às 17:36
Gostei imenso!
Mal posso esperar para mais!


De francis marie a 2 de Fevereiro de 2014 às 19:01
está perfeito <3


De Sara a 4 de Fevereiro de 2014 às 22:11
estou curiosa :) avisa-me quando sair!
oh isso de ser preguiçosa com as leituras só depende de ti! fazes bem em ler os hp, são mesmo bons ♡


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