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Sábado, 3 de Novembro de 2012

Bad boy ~ 13

A Rute apanhou o bilhete e leu-o. Olhou para mim e depois para os rapazes com uma expressão de espanto. Duarte levantou-se e foi ter com ela. Pegou no bilhete e olhou para ela.

- Precisas de alguma coisa? Um copo de água, com açúcar, talvez?

Ela abanou a cabeça em negação e depois engoliu em seco.

- Eu se calhar vou para casa… - Disse ela, quase murmurando.

- Não contes isto a ninguém. Se contares, estás em maus lençóis. – Avisei eu.

- Mateus, ela já está suficientemente assustada. Não sejas mauzinho. – Pediu Duarte.

- Duarte, só estou a avisar. É verdade.

- Queres que eu te leve a casa? – Perguntou Duarte.

Ela não respondeu, pois não sabia o que responder, provavelmente.

- Eu levo-te. Não tens de te preocupar. Eu não te vou fazer mal. – Duarte disse, agarrando nas chaves do carro que estavam em cima da pequena mesa de centro. Saíram os dois.

- Ele está muito interessado.

- Cala-te Gonçalo. Temos mais em que pensar. Temos de encontrar o Óscar e a Francisca. O mais depressa possível.

- Está bem. Queres falar com os antigos amigos dele? Pode ser que saibam de algum esconderijo ou algo sobre o sitio onde eles possam estar.

- Não vai adiantar. Disseste que eles tinham medo dele. Não nos vão contar nada.

- Mateus, quem é que achas que nos contou onde era o armazém onde eles se encontravam? Parece que nem todos teem medo dele.

- O armazém! Eles podem estar lá! Vamos!

Ia a sair da sala e a dirigir-me para a porta de entrada quando Gonçalo me chama. Eu viro-me.

- Não vamos esperar pelo Duarte?

- Mandamos-lhe uma sms e ele vai lá ter. Anda!

Ambos saímos de casa indo para a garagem onde entramos para o meu Alpha Romeo Mito. Guiei segundo as indicações de Gonçalo. Finalmente chegamos a um campo com ervas daninhas e muita terra. No meio, um grande armazém cinzento e vermelho que parecia guardar feno e outras coisas de agricultura, mas na verdade era sítio de reunião do segundo gang mais famoso da cidade. Ficamos durante algum tempo dentro do carro estacionado atrás de um grande arbusto.

- Já avisaste o Duarte? – Perguntei eu.

- Sim.

Voltamos a vigiar o armazém e em poucos minutos ouvimos um carro chegar. Ao longe via-se o Peugeot 908 RC a chegar. Abri o vidro e acenei, avisando Duarte de que estávamos ali. Ele estacionou ao nosso lado, ficando também camuflado na vegetação. Saiu do carro e entrou no meu, para o banco de trás.

- Então, achas que eles podem estar aqui? – Perguntou ele.

- Acho. Vamos lá?

Ambos abanaram a cabeça em aprovação e saímos do carro. Preparamos as armas escondidas nas calças e avançamos devagar. Quando chegamos mais perto do armazém, não ouvimos barulho, mas entramos, silenciosamente e cuidadosamente. O armazém tinha várias paredes, que formavam divisões. Algumas portas estavam abertas mas outras estavam fechadas. Inspecionamos as primeiras divisões que vimos e quando chegámos à 4ª, ouvimos barulho do outro lado da porta. Arrombamos a porta com um empurrão apenas e começamos um tiroteio sobre os 4 rapazes sentados em sofás e cadeirões espalhados pela divisão.

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(Mente de Francisca)

Acordei deitada numa cama. Havia um pequeno candeeiro ligado, na mesinha de cabeceira ao lado da cama. Tentei levantar-me mas não consegui, pois senti uma dor de cabeça horrível. Gemi com dor e voltei a deitar-me. Não sabia onde estava. Ouço a porta daquele quarto a abrir e entram 5 rapazes. Não conheço nenhum deles. Todos sorriem e se aproximam de mim. Eu fico assustada. Um deles, com cabelo preto e olhos cinzentos senta-se na beira da cama enquanto os outros ficam aos pés da cama, de pé, olhando para mim e para o rapaz sentado. Eu olhos para todos eles assustada. O rapaz sentado na cama vira-se para os outros rapazes e diz-lhes:

- Saiam. Eu quero ser o primeiro. Esperem na sala de estar. Quando acabar eu chamo-vos.

Os rapazes obedeceram e saíram. O outro rapaz virou-se para mim e pôs-se em cima de mim. Eu estava demasiado fraca por causa da dor de cabeça por isso não pude fazer nada para o impedir. Ele sorriu para mim.

- Não sabes quem eu sou, pois não? Mas o teu namoradinho sabe. Somos inimigos à algum tempo… E finalmente vou conseguir acabar com ele.

Ele inclinou-se para me beijar mas eu afastei a cara. Ele agarrou a minha cara com força e beijou-me. Eu tentei mover-me e afastá-lo mas não consegui. Ele pôs a mão por baixo da minha t-shirt e apalpou os meus peitos. Tentou desabotoar as minhas calças mas de repente ouve-se um barulho da divisão ao lado. Parece… tiros. O rapaz em cima de mim salta fora da cama e parece nervoso. Em poucos segundos, Mateus, Duarte e Gonçalo entram no quarto e encostam o rapaz a uma parede. Mateus é o que parece mais zangado e raivoso.

- O que é que fizeste à Francisca? Canalha! Nem sabes o que te espera!

Mateus larga o rapaz e Gonçalo e Duarte não deixam o rapaz escapar, encostando-o à parede ainda mais, se possível. Mateus vem ter comigo.

- Estás bem? Ele fez-te alguma coisa? Eu vou tratar dele, não te preocupes. Estás bem?

- Eu estou bem… - Respondi eu, lentamente.

- Anda.

Mateus ajudou-me a levantar da cama e a sair do quarto. Disse para me apoiar na porta e foi ter com os rapazes, dizendo a Duarte para me ajudar enquanto ele tratava do tal rapaz que, pelo que ouvi, se chamava Óscar. Duarte veio ter comigo e ajudou-me a sair do quarto. Quando chegámos a meio do corredor, ouvimos alguns tiros. Eu parei e fechei os olhos. Nem queria acreditar que isto tinha acontecido.

- Estás bem? – Perguntou Duarte.

Eu abri os olhos e olhei para ele.

- Sim.

- Com o tempo habituas-te.

Começamos de novo a andar e quando chegamos ao carro Duarte ajudou-me a entrar para o banco do passageiro de um Alpha Romeo Mito. Mateus e Gonçalo chegaram e Mateus entrou para o lugar de condutor ao meu lado e Gonçalo e Duarte entraram para o carro ao lado, um Peugeot. Duarte ao volante, arrancou enquanto Mateus continuava imóvel sentado no seu lugar de condutor.

- Estás bem? – Perguntei eu.

- Eu é que devia perguntar-te isso.

- Já perguntaste. E eu já te respondi. Tu não pareces bem.

- Sabes aquilo que eu pensei quando soube que ele te tinha raptado? Tu podias… esquece.


Maятa às 11:07

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1 comentário:
De francis marie a 3 de Novembro de 2012 às 12:19
Adorei!
(postei em Spy)


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