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Sexta-feira, 5 de Outubro de 2012

Bad Boy ~ 11

            - Então esta é a tal Francisca? Se queres saber, o Mateus não pára de falar de ti.

            Eu sorri e olhei para o Mateus.

            - É verdade?

            Ele corou, pela primeira vez de sempre e olhou para baixo, sorrindo.

            - Vamos embora, eu levo-te a casa. – Disse ele, agarrando a minha mão.

            - Adeus Francisca. Foi um prazer conhecer-te. – Disse Duarte.

            - Adeus, igualmente.

            Saímos de casa e fomos para a minha casa. Não falámos muito no caminho. Quando lá chegámos, eu abri a porta da frente e virei-me de frente para ele.

            - Queres entrar? – Perguntei eu.

            - Não, deixa estar. Tenho de ir para casa tratar de uns assuntos.

            - Assuntos? Não queres tratar de assuntos comigo?

            - Francisca, estou a falar a sério. Tenho mesmo de ir. Até amanhã.

            - Até amanhã.

            Beijámo-nos e depois ele foi-se embora. Entrei em casa e fui direta para o quarto. Demorei poucos minutos a arranjar-me e fui logo para a cama.

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(Mente de Mateus)

            Entrei em casa e fui direto para a sala onde estava o Duarte e mais um amigo nosso, o Gonçalo. Sentei-me na pequena cadeira almofadada livre.

            - Então, o que é que vamos fazer com ele? – Perguntei eu, algo impaciente.

            - Tem calma, Mateus! Não nos podemos precipitar. – Respondeu Gonçalo.

            - Como é que queres que eu tenha calma? Ele matou o Ricardo! – Disse eu.

            - Não podemos fazer nada que nos arrependamos mais tarde! Temos de arranjar um plano…

            - O Gonçalo tem razão… Não podemos perder a calma. – Concordou o Duarte.

            - Já sabemos mais alguma coisa sobre ele? Falaram com os antigos amigos dele? – Perguntei eu.

            - Falámos, mas muitos deles não quiseram falar connosco. Tinham medo de serem mortos por ele.

            - Mas se não tivermos mais informações sobre ele, não podemos fazer nada. – Disse Duarte.

            - Nem que eu tenha que morrer, nós vamos vingar a morte do Ricardo.

            Levantei-me, dirigindo-me ao meu quarto, mas antes de sair da sala, o Gonçalo fez-me uma pergunta.

            - Porque é que estás tão interessado em matar o Óscar?

            Eu virei-me, encarando os meus amigos de frente.

            - Porque ele matou a única pessoa que me apoiou… sempre! Até quando ele sabia que eu estava errado… Porque ele matou o meu melhor amigo.

            Virei costas e fui para o meu quarto.

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(Mente de Francisca)

            O dia estava demasiado quente. Acordei com a luz do sol a bater nos meus olhos. Tinha gotas de suor na testa e mal conseguia respirar. Levantei-me com dificuldade e fui à cozinha beber água. Depois de beber 3 copos cheios de água, subi as escadas e fui vestir-me. Vesti os calções mais curtos que tinha, um top de alças e fiz um rabo de cavalo, depois de me pentear. Fiz a cama e abri a janela do meu quarto para o refrescar, apesar do ar que entrava ser quente. Fui para a sala ver televisão e alguns minutos depois, ouço a campainha a tocar. Fui abrir a porta e vi o Mateus de pé, com uma mão atrás das costas.

            - Bom dia. – Disse ele, com um sorriso que me encantava.

            - Bom dia. – Respondi eu, sorrindo também.

            - Tenho uma coisa para ti.

            Mateus moveu o braço que estava atrás dele e eu vi que tinha um ramo de flores na mão. Eu abri a boca de espanto e pus uma mão à frente.

            - Meu Deus! – Exclamei eu, retirando a minha mão da frente da boca.

            - Eu passei por uma florista no caminho para cá e achei que ias gostar.

            - Adoro! – Disse eu, agarrando no ramo em frente a mim. Mateus entrou e sentou-se no sofá enquanto eu punha o ramo numa jarra com água, na mesa de centro na sala. Sentei-me no sofá ao lado dele. Olhava-me de uma maneira estranha.

            - O que foi? – Perguntei eu.

            - Essa roupa… esquece.

            - Não! Conta!

            - Esses calções são bastante curtos e a camisola é muito decotada.

            - E então?

            - Tu… estás bastante sexy.

            Ele sorriu atrevidamente e beijou-me. Depois de alguns beijos, ele começou a por a mão na minha perna e subia a cada segundo. Quando chegou ao meu rabo, apalpou-o suavemente e antes que pudesse fazer qualquer outra coisa, o seu telemóvel tocou. Separamo-nos e ele atendeu.

            - Estou?

            - Estou, Mateus? Preciso de falar contigo.

            - Diz Gonçalo.

            - Não por telefone. Vem cá a casa.

            Mateus fez uma cara de desagrado mas depois respondeu.

            - Ok. Estou aí daqui a pouco.

            Desligou a chamada. Não parecia muito contente.

            - O que foi? – Perguntei eu, preocupada.

            - Tenho de ir. Mas prometo que passo aqui mais tarde.

            Deu-me um beijo na testa e saiu porta fora. Eu fiquei parada, sentada no sofá, a pensar no que tinha acontecido. Já era a segunda vez que quando estávamos juntos, apaixonados e quase a dar o próximo passo, algo acontecia e nos impedia de fazer alguma coisa. Decidi ir comer alguma coisa, pois não tinha comido nada desde que tinha acordado e enquanto preparava uma taça de cereais, ouvi um barulho no meu quarto. Achei que fosse só impressão minha mas o barulho repetiu-se e decidi ir ver o que era. Subi as escadas, devagar e silenciosamente e abri a porta do quarto de repente, à espera de surpreender alguém ou algo sem saber bem o quê. Não vi nada. Estava tudo igual, exceto o facto da janela estar entreaberta quando eu a tinha deixado completamente aberta. Não estava vento para ela se mover, por isso era muito estranho ela estar assim. Não liguei. Pensei que tivesse feito confusão. Pelo sim pelo não, fechei a janela e voltei para a cozinha.

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(Mente de Mateus)

            Cheguei a casa, guardei as chaves de casa no bolso das calças e fui à sala, vendo o Gonçalo e o Duarte sentados no sofá. Sentei-me na cadeira em frente a eles e olhei para as suas caras, tentando desvendar o que se passava. Não consegui perceber.

            - O que é que se passa? Porque é que queriam falar comigo? – Perguntei eu.

            - Nós temos um plano para acabar com o Óscar. – Respondeu o Duarte.

            - A sério? Qual é?


Maятa às 13:54

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1 comentário:
De francis marie a 5 de Outubro de 2012 às 14:50
Adorei !
Posta rápido !


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