Layout by:

Fresh Designs

Sábado, 8 de Setembro de 2012

Bad Boy ~ 4

 Estou aborrecida por isso decidi postar mais um capítulo...

------------------------------------

          - Estou? Pai? Sou eu, a Francisca.

            - Olá filha. Como estás? Está tudo bem contigo?

            - Mais ou menos. Precisava de falar contigo. Quando é que nos podemos encontrar?

            - Não sei filha, tenho andado muito ocupado. Deixa ver a minha agenda.

            O meu pai ausentou-se durante alguns segundos e depois voltou.

            - Filha, afinal tenho algum tempo livre. Amanha queres vir almoçar comigo?

            - Sim. A que horas e onde?

            - Às 13h00 no teu restaurante favorito… eu ainda me lembro.

            Sorri, antes de lhe responder.

            - Está bem. Vemo-nos lá. Até amanhã.

            - Até amanhã.

            Desligou a chamada e eu atirei o meu para cima da mesinha de cabeceira. Fui à cozinha preparar o meu almoço e depois de almoçar fui buscar o meu telemóvel que estava no meu quarto e fui para a sala ver televisão. Enquanto tentava descobrir o que queria ver, fazendo zapping, o meu telemóvel tocou. Era um número desconhecido, mas decidi atender.

            - Estou?

            - Olá Francisca. Era só para ver se tu me tinhas dado o número verdadeiro… ou talvez me tivesses enganado…

            Aquela voz meiga e encantadora não me era estranha, mas também não a reconhecia.

            - Quem fala?

            - Mateus.

            E foi como se tivesse acontecido algo maravilhoso, porque assim que ouvi o seu nome, o meu coração começou a bater mais depressa e não consegui conter um sorriso.

            - Ah, tu. Eu nunca enganaria ninguém. Se não quero dar o meu número alguém, digo que não. Não invento um número falso.

            - Já te começo a conhecer melhor.

            - Pois.

            Sorri timidamente. Seguiu-se uma pausa, sem eu saber bem porquê.

            - Então, ligaste-me só para isso? – Continuei eu.

            - Mais ou menos…

            - O que é que queres dizer com isso?

            - Nada, esquece. Eu agora tenho de ir. Adeus.

            E antes que eu tivesse tempo de dizer mais alguma coisa, ele desligou. As suas últimas palavras pareceram atrapalhadas, como se não soubesse o que fazer. Decidi não ligar. Provavelmente foi impressão minha. Pousei o telemóvel na mesa de centro, depois de guardar o número, e continuei a ver televisão.

-----------------------------------

            Acordei com os raios de sol a entrarem pela minha janela. Vi as horas no relógio e ainda tinha tempo antes do almoço com o meu pai. Levantei-me e fui tomar banho. Sai da casa de banho com uma toalha à volta do meu corpo e outra no meu cabelo. Penteei-o e depois sequei o meu corpo. Para vestir, escolhi um vestido branco e depois calcei umas sandálias castanhas. Sequei o meu cabelo e prendi-o com uma bandolete castanha, da mesma cor das sandálias. Fui tomar o pequeno almoço e depois tentei ligar à Rute. Ela não atendeu e eu não insisti mais. Eu sabia que ela era assim e por isso sabia o que fazer. Ela ignorava-me mas não o conseguia fazer por muito tempo. Fui para o meu quarto arranjar-me melhor para o almoço com o meu pai. Apliquei alguma base e rímel e pus perfume. Já era quase hora do almoço, então peguei na minha mala, pus lá tudo o que precisava e sai de casa. Ao chegar ao restaurante, vi o carro do meu pai a estacionar no parque. Esperei que ele saísse e fechasse a porta antes de ir ter com ele. Mal me viu, sorriu e quando cheguei ao pé dele, abracei-o. Há algum tempo que não estava com ele e aquele abraço fez-me sentir muito bem. Depois de alguns segundos agarrados um ao outro, larguei-o e ele olhou-me da cabeça aos pés.

            - Estás tão crescida. E cada vez mais bonita. – Disse ele, sorrindo.

            - Obrigada. Vamos?

            O meu pai pôs a sua mão direita no meu ombro e juntos caminhamos para a entrada do restaurante. Mal entrámos, um empregado indicou-nos a mesa que o meu pai tinha reservado e sentámo-nos. O mesmo empregado deu-nos as ementas e depois de algum tempo a escolher aquilo queria, decidi-me. O empregado anotou os nossos pedidos e foi-se embora, levando as ementas. O meu pai decidiu começar uma conversa.

            - Então, Francisca, como tens estado?

            - Bem… Quer dizer… Tenho tido alguns problemas mas tudo se resolve.

            - Que problemas?

            - É a Rute… Nada de mais.

            - Ela é tua amiga, não é? Devemos resolver sempre os problemas com os nossos amigos. Eles são preciosos.

            - Sim, eu sei, mas isto passa-lhe e eu sei que tenho razão. É ela que tem de vir ter comigo e resolver isto.

            O meu pai olhou-me e sorriu.

            - O que foi? – Perguntei eu.

            - És igual à tua mãe.

            Eu olhei para baixo, sorrindo. Lisonjeada com aquilo que o meu pai tinha dito.

            - Por falar nisso, como está a tua mãe? – Perguntou o meu pai, desencostando-se da cadeira e apoiando-se na mesa com os dois cotovelos e as mãos cruzadas.

            - Ela está bem. Foi com o Pedro fazer uma viagem de carro por Espanha.

            - De carro, não podiam ter ido de avião?

            - Mas assim não tinha tanta piada. É uma espécie de viagem sem limites, sem problemas, simplesmente viajar no carro e desfrutar. Espero fazer uma viagem assim, um dia…

            - Porque é que não foste com eles?

            - Eles queriam ter um tempo só para eles…

            O meu pai olhou para baixo, com um ar triste. Eu sabia que ele ainda gostava muito da minha mãe. Eles estiveram casados durante muito tempo e é difícil gostar assim de alguém. O meu pai sempre foi feliz com a minha mãe, mas ela não. Sempre tive uma dúvida, quanto ao divórcio e não sabia se este era o momento certo para ficar esclarecida. E antes de poder fazer alguma coisa, as palavras saíram da minha boca.

            - Pai, se tu ainda gostas da mãe porque é que quiseste o divórcio? Por aquilo que sei, foi unânime…

            O meu pai endireitou as costas e baixou os braços. Arrependi-me de lhe ter feito esta pergunta. Pensei que ele não ia responder, mas respondeu.

            - Sabes Francisca, eu gosto muito da tua mãe e quando ela me disse que não era feliz comigo eu fiz de tudo para mudar aquilo que ela sentia. Mas não consegui. Fiquei muito triste quando a tua mãe falou em divórcio e disse-lhe logo que não. Não ia deixar que ela destruísse a nossa família. Mas depois pensei melhor e vi que eu realmente a amava e se a amo, só quero vê-la feliz. Então decidi cooperar no divórcio. Eu só queria e ainda só quero que a tua mãe seja feliz.

            - Mesmo que a felicidade dela seja a tua infelicidade?

            - Mesmo que a felicidade dela seja a minha infelicidade.


Maятa às 23:29

Link do post | Comentar

2 comentários:
De francis marie a 8 de Setembro de 2012 às 23:46
Adorei ! :)


De Joana♥ a 9 de Setembro de 2012 às 00:09
ainda bem


Comentar post