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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2012

Bad Boy ~ 1

Este é o primeiro capítulo da minha nova fic 'Bad Boy'. Esta fic é inspirada pela fic da @jileyyoverboard chamada 'Danger'. Se ainda não leram, recomendo, porque é fantástica. Vejam o twitter dela. Espero que gostem deste primeiro capítulo!

Música da fic: aqui

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            O despertador tocou. Abri os olhos mas voltei a fechá-los por causa da luz do sol que entrava no meu quarto pela janela. Quando finalmente ganhei coragem para abrir os olhos de novo, uma luz forte iluminava o meu quarto. Levantei-me e fui à janela e vi que o carro do meu padrasto já estava pronto. Todas as malas estavam dentro do GMC Terrain que o meu padrasto tinha comprado de propósito para esta ocasião visto que o seu usual Smart for two não dava para uma viagem assim. Não vou mentir, não éramos pobres. Podíamos comprar os carros que quiséssemos, mas não o fazíamos. Pensei nos dias de liberdade que ia ter visto que a minha mãe e o meu padrasto iam fazer uma viagem a Espanha. Iam percorrer o maior número que cidades, de carro, em 5 semanas. Quando o Pedro, o meu padrasto teve essa ideia, a minha mãe não me queria deixar sozinha durante muito tempo. Apesar de eu já ter 18 anos, a minha mãe nunca confiou em mim a 100%. Mas o Pedro conhece-me e sabe que eu sou responsável. Por isso conseguiu convencer a minha mãe.

            Decido vestir-me e arranjar-me. Abro o meu guarda-roupa e tiro os calções vermelhos e a blusa preta larga de alças que eu tanto adoro. Para calçar, umas sandálias pretas e depois de me pentear, faço um rabo-de-cavalo prendendo-o com uma fita vermelha. Faço a minha cama (sim, porque apesar de termos posses não temos empregada doméstica) e saio do quarto, dirigindo-me à cozinha. A minha mãe o Pedro estão na bancada a fazer algumas sandes para o caminho e mal entro, tiro uma tigela, o leite e os cereais.

            - Bom dia. – Digo, mal passo a porta.

            - Bom dia querida! Dormiste bem? – Pergunta-me a minha mãe, sorrindo-me enquanto limpa as mãos a um pano de cozinha verde.

            - Sim. Já vi que teem tudo preparado para a viagem.

            - Pois temos, Francisca. Tem que ser assim. E temos de sair dentro de uma hora. – Afirmou Pedro.

            Eu sentei-me na pequena mesa branca e como os meus cereais descansadamente enquanto Pedro e a minha mãe se apressam para que tudo esteja pronto a tempo. Assim que acabo os meus cereais, lavo a minha taça e a colher e ponho a escorrer. Vou para a sala, onde ainda está uma mala e uma mala térmica onde a minha mãe está agora a colocar um saco de plástico dentro.

            - Vi de lá de cima que o carro já está cheio. Como é que vão pôr estas duas malas lá dentro?

            - Muito honestamente, não sei. Se calhar vamos ter de tirar alguma coisa. – Respondeu-me a minha mãe.

            - Queres ajuda com alguma coisa? – Pergunto, olhando com atenção para as duas malas.

            - Não, deixa estar. Querida, eu quero que saibas uma coisa, antes de nos irmos embora.

            A minha mãe agarra-me nas duas mãos e olha-me nos olhos.

            - Eu confio em ti. Não quero que faças coisas que não deves e quero que tenhas juízo. Vou estar 5 semanas fora e espero que saibas que te vou ligar todos os dias. E tu já tens 18 anos, já és uma mulher. Juízo!

            - Sim mãe, não te preocupes!

            A minha mãe largou as minhas mãos e foi chamar o Pedro dizendo-lhe que já estava pronta. Segundos depois, os dois saem do quarto e carregam as duas malas para o carro. O Pedro, de alguma maneira, consegue fazer com que as duas malas caibam no carro. Pedro é o primeiro a despedir-se de mim. Abraça-me e dá-me dois beijos.

            - Diverte-te nestas semanas mas não exageres! – Pedro disse. Ele confiava em mim e deixava-me ser uma adolescente normal. Já a minha mãe…

            Pedro entrou no carro, para o lugar de condutor e a seguir foi a vez da minha mãe se despedir. Ela abraçou-me e depois deu-me dois beijos, tal como o Pedro. Disse-me aquilo que me tinha dito antes, na sala, e voltou abraçar-me. Entrou no carro, para o lugar do passageiro e o carro arrancou. A minha mãe acenou-me e depois de virarem na esquina ao fim da rua, eu voltei para dentro de casa. Fechei a porta da frente e virei-me, dizendo para mim mesma:

            - E o que é que eu vou fazer agora?

            A verdade é que eu não tinha nada para fazer. Decidi ligar à minha melhor amiga para combinarmos algo para fazer.

            - Rute, a minha mãe e o meu padrasto já saíram. Tens alguma coisa para fazer hoje?

            - Não. Podíamos ir dar uma volta pela cidade.

            - Claro. A que horas?

            - Eu hoje vou almoçar a casa dos meus tios e não sei a que horas venho, mas quando estiver pronta, eu ligo-te.

            - Está bem.

            Desliguei a chamada e fui para o meu quarto, ouvir música.

            Quando chegou a hora de almoço, fui buscar uma das inúmeras pizzas que a minha mãe deixou no congelador e aquecia-a no forno. Não vou comer pizza todos os dias, como é obvio, por isso terei de cozinhar alguma coisa. Só espero não pegar fogo à casa. Depois de almoço, a Rute ligou-me a dizer que estava perto de minha casa e passado uns minutos, alguém bateu à porta. Apressei-me a ir abrir e era ela, a minha melhor amiga. Abraçamo-nos, como fazíamos sempre, e depois saímos, sem saber para onde ir.

            - Então, tens alguma ideia de onde vamos? – Perguntei eu, enquanto guardava a chave de casa no bolso.

            - Que tal o centro comercial?

            - Já estamos fartas de lá ir, Rute. E que tal se formos ao salão de bowling?

            Rute fez uma cara de reprovação.

            - Francisca, tu sabes que eu não gosto de… tu sabes.

            Pois… esqueci-me desse pequeno pormenor. O único caminho para o salão de bowling passava pelo bairro mais perigoso da cidade. E desta vez éramos só as duas. Não tínhamos os nossos amigos rapazes para nos proteger.

            - Mas é de dia. Tenho a certeza que não vão gerar complicações a esta hora.

            - És tão ingénua… Qualquer hora do dia é hora para gerar complicações! Estamos a falar de um bairro onde habitam pessoas perigosas que podem fazer o que querem e bem lhes apetece.

            Ela tinha razão. Mas eu queria muito ir ao bowling!

            - Não consegues esquecer isso por um bocadinho? Vá lá Rute, eu queria mesmo ir!

            A Rute ainda pensou durante um pouco e ao fim de algum tempo acabou por falar.

            - Está bem. Mas temos de ir depressa e ter cuidado! Quanto menos tempo eu ficar lá, melhor…

            Eu sorri. Eu já não ia ao salão de bowling à algum tempo e já tinha saudades. Continuamos a andar em direção ao salão e enquanto andávamos, conversávamos. Quando chegámos à entrada do bairro, a Rute parou e olhou para as casas e para os prédios diante dela.

            - Rute, anda. Não tenhas medo. Não vai acontecer nada.


Maятa às 18:11

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1 comentário:
De francis marie a 6 de Setembro de 2012 às 10:26
Adorei! ;)


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