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Segunda-feira, 6 de Janeiro de 2014

Nothing Like Us 5 ~ 5

                - Bom, não sei bem o que dizer... Porque é que não começas tu? Pode ser que me dês ideias sobre o que dizer...

                - Então, chamo-me Zé, tenho 17 anos e trabalho num café em part-time. Agora tu.

                - Chamo-me Paula, tenho 17 anos e... não trabalho num café em part-time.

                Ambos se riram. Ficaram ali a falar durante o resto da tarde e mais ao final da tarde, foram dar uma volta à beira mar. Enquanto caminhavam, brincavam um com o outro e entre brincadeiras, começaram a empurrar-se um ao outro. Paula empurrou Zé com tanta força que este acabou por cair, molhando-se. Ambos se começaram a rir e Zé levantou-se.

                - Desculpa! – Disse Paula.

                - Sabes que eu não sei nadar? Imagina que a corrente me tinha levado.

                - A sério? Desculpa, eu não sabia... – Lamentou-se Paula, com um ar sério.

                - Tudo bem, eu estou bem. Mas tu talvez não estejas...

                Zé abraçou Paula com tanta rapidez e força que esta nem pode fazer nada. Ambos se riam.

                - Agora estou toda molhada!

                Os dois riam-se e Zé ainda não tinha largado Paula quando ambos pararam de se rir. Paula olhou para cima e os seus olhos encontraram os de Zé. Sem conseguir resistir muito mais, Paula beijou-o. Zé não a deteve nem interrompeu e largou-a do seu abraço para por as mãos na sua cintura. Paula pos os braços em volta do pescoço de Zé e ali ficaram, os dois, durante alguns minutos.

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                Paula vestia-se com o seu vestido preferido, pronta para o seu encontro com Zé. Há algumas semanas que já andavam a sair juntos e naquele dia iam passear pelo parque da cidade. Paula penteou o seu cabelo e pos duas pulseiras no pulso. Cinco minutos depois, ouviu a campainha e foi abrir a porta. Zé estava bem vestido, como sempre. Levava umas calças de ganga com uma t-shirt branca e um blusão preto. Beijaram-se e Paula foi buscar o seu casaco e a sua mala. Mal sairam, Zé pos um braço por cima dos ombros de Paula e juntos caminharam até ao parque. Quando chegaram, sentaram-se num banco a passado alguns minutos viram uma carrinha de gelados.

                - Queres um gelado? – Perguntou Zé.

                - Sim. Também queres? Eu vou comprar.

                - Quero e deixa estar, eu vou.

                - Não, eu vou. Eu conheço o senhor que os vende e se for eu, ele faz-me um desconto. – Disse Paula, levantando-se e piscando o olho a Zé. – Que gelado é que queres?

                - Chocolate.

                Enquanto esperava na fila, Paula ia decidindo o que queria. Depois de o rapaz de mais ou menos 8 anos à sua frente ser atendido, chegou a vez de Paula.

                - Boa tarde. Queria um gelado de chocolate e outro de morango, por favor.

                - Olá Paula, tudo bem?

                - Sim, tudo. E consigo?

                - Também! Trago-lhe já os gelados e não se precisa de preocupar muito, eu faço-lhe um desconto...

                - Obrigada. – Respondeu Paula, sorrindo.

                Poucos minutos depois, Paula já tinha pago os gelados e estava a voltar para o banco onde Zé estava quando o vê a falar com uma rapariga. Paula para e fica a ver o que se está a passar. O seu coração está a bater forte por causa dos ciúmes que Zé sabe que existem e bate ainda mais forte quando vê que Zé lhe está a dar um papel. Eles despedem-se e Paula, quase a chorar, deita os gelados no lixo e corre para Zé.

                - Quem era aquela? E que papel era aquele? Deste-lhe o teu número, foi?

                - Paula, eu posso explicar.

                - Pois, isso é o que todos dizem! Eu não quero ouvir porque já sei que me vais encher de mentiras.

                Paula afasta-se e começa a caminhar de volta para casa, com lágrimas a escorrer pela sua cara abaixo, ouvindo Zé chamá-la. Sem lhe ligar, Paula continua a caminhar até chegar a casa. Bate com a porta da frente e corre para o seu quarto, onde se deita em cima da cama e chora desesperadamente.

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                Passado o fim de semana, chega a segunda feira. Zé não ligou a Paula durante todo o fim de seana, mesmo depois daquilo que se tinha passado no sábado. Paula entrou na escola bastate cabisbaixa e foi até ao seu cacifo buscar os seus livros. Ao seu lado estavam três raparigas a falar e Paula conseguiu ouvir o que elas diziam.

                - Mas ele é tão lindo. E acho que está solteiro.

                - Mas vocês foram sair?

                - Mais ou menos. No sábado fiquei com o número dele e depois combinámos estudar e depois... – Respondeu uma das raparigas que soltou uma gargalhada no final da frase.

                Paula olhou para as raparigas e reconheceu uma delas. Era a rapariga com quem Zé tinha falado no sábado. Zangada com aquilo que tinha ouvido, Paula fechou o seu cacifo com força e foi ter com os seus amigos ao pátio.


Maятa às 18:39

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1 comentário:
De twilight_pr a 6 de Janeiro de 2014 às 20:05
OH.MEU.DEUS!
Primeiro pensei que a Paula estava a exagerar porque, afinal eles podiam conhecer-se e ela não sabia porque afinal ela nem quis ouvir o que ele tinha para dizer, porque ela ficou chateada devido aos ciúmes e não quis prestar atenção ao que o rapaz queria dizer.
Mas agora, tadinha porque elas ali falarem dele... :(
Eu espero que tudo se resolva!


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