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Sábado, 27 de Julho de 2013

Nothing Like Us 4 ~ 3

Desculpem ter demorado tanto mas parece que durante as férias estou ainda mais ocupada do que quando estou nas aulas... Espero que gostem :)

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                - Mas porquê? Eu não quero ser médica, nem advogada, nem o que quer que vocês querem que eu seja! Eu quero ser bailarina!

                - Dançar é um passatempo, não uma profissão! – Gritou o seu pai.

                - Estás enganado. Dançar é uma profissão. Sou paga por o fazer e posso fazê-lo todos os dias.

                - Mas é uma coisa que tu, num dia podes ter trabalho e noutro já não. Não consegues perceber que isso não tem futuro? – Perguntou a sua mãe.

                - Mãe, isso como qualquer emprego! Num dia podes ter trabalho e no dia seguinte ser despedida! E a dança tem futuro, sim, porque é uma arte e a arte nunca morre.

                Os seus pais ficaram calados, não tendo mais argumentos. Olharam um para o outro e o seu pai finalmente falou.

                - Tu não vais seguir dança e ponto final.

                Daniela não conseguiu conter as lágrimas, mas saiu da cozinha e foi direta para o seu quarto antes que os seus pais notassem que estava a chorar. Mal entrou no quarto, deitou-se na cama de barriga para baixo e ficou ali durante minutos até adormecer, cansada de chorar. Na manhã seguinte, Daniela acordou ainda com os olhos vermelhos e foi logo para a casa de banho tentar desfarçá-los. Depois de lavar a cara 5 vezes, os seus olhos deixaram de estar vermelhos e Daniela começou a preparar-se para as aulas. Depois de se vestir e de se arranjar, o seu estômago fez um barulho que pareceu um rugido. Aí, Daniela lembrou-se que não tinha jantado no dia anterior e estava agora cheia de fome. Rapidamente desceu as escadas para a cozinha e aí encontrou os seus pais, com os quais Daniela não queria falar. Sentou-se numa cadeira e olhou para a mesa posta improvisada, em cima da bancada da ilha. Encheu a sua caneca com leite e depois pegou num pão e barrou-o com manteiga. Quando começou a comer, reparou que o silêncio imperava na cozinha. Os seus pais não falavam sobre os seus aborrecidos empregos, como normalmente faziam. Naquele dia, estavam calados e Daniela sentiu que estavam os dois a olhar para ela, mas ela não se dignou a olhar para os pais e confirmar. Continuou a tomar o pequeno almoço e quando acabou, levantou-se mas antes de pôr o segundo pé no chão, o seu pai falou.

                - Daniela...

                Daniela voltou a sentar-se na cadeira e depois de alguns segundos a olhar para baixo, olhou finalmente para o pai.

                - Nós queremos pedir-te desculpa.

                - Ok... – Murmurou Daniela.

                - Vais ficar chateada connosco para sempre? – Perguntou a sua mãe.

                - Talvez. Depende.

                - Depende de quê?

                - Se eu conseguir aquilo que quero ou não.

                - E o que é que queres?

                - Ser bailarina.

                - Eu pensava que tu já tinhas percebido que nós só queremos o melhor para ti e ser bailarina não faz parte da lista de coisas que nós achamos serem melhor para o teu futuro. – Disse o seu pai.

                - Então risca “ser bailarina” da vossa lista e escreve “ser feliz” ao lado. E agora, ainda faz parte dessa lista?

                Os seus pais ficaram sérios e Daniela levantou-se, indo ao quarto buscar as suas coisas e saindo porta fora, logo de seguida, sem dizer nada. No caminho para a escola, Daniela ia com um passo apressado e zangado, chateada com tudo e todos. Mal chegou à escola, foi logo ao seu cacifo buscar os livros e depois de o fechar, viu uma figura familiar mais alguns cacifos à frente. Lucas estava também a tirar os livros do seu cacifo e mal viu Daniela, sorriu-lhe. Naquele momento, apesar de estar chateada e de mau humor, Daniela também lhe sorriu e parece que de um momento para o outro, todos os seus problemas tinham deixado de existir. Lucas foi-se embora, para a sala onde ia ter aulas e Daniela ficou ali, de pé, a pensar em Lucas. Não sabia bem porquê mas não conseguia deixar de pensar nele. Ao longe, viu Camila e Hélder a entrar pela grande porta da escola e foi ter com eles.

                - Bom dia!

                - Bom dia. – Responderam Camila e Hélder ao mesmo tempo.

                - Então, preparados para o teste de Filosofia?

                - Nem por isso... Não estudei muito. – Admitiu Hélder.

                - Eu estou. Passei os dois últimos dias todos a estudar. – Disse Camila.

                - Pois, tu és aquele tipo de pessoa que tira sempre boa nota! – Exclamou Daniela.

                - Porque estudo!

                - Tens razão. Eu também estudei pouco. Espero que o teste seja fácil.

                O casal de namorados consentiu e naquele momento, a campainha tocou. Os três foram para a sala onde iam ter o teste. Sentaram-se, trocaram algumas palavras com as amigas e logo a seguir, o professor entrou e começou a distribuir os testes. Nos primeiros minutos, Daniela conseguiu fazer grande parte das perguntas mas mais a meio do teste, não se conseguia concentrar. Só pensava em Lucas. Ela achava impossivel pensar em alguém que ela conhece tão pouco mas era exatamente isso que ela pensava. Criava planos para falar com ele no intervalo, criava cenários de conversas que teria com ele, imaginava quais seriam os seus gostos musicais ou cinematográficos. Não conseguia pensar em Filosofia, apenas em conhecer Lucas. Depressa foi levada pelo tempo e quando deu conta faltavam 10 minutos para acabar o teste. Apressou-se a fazer as últimas perguntas e mal tocou, entregou o teste ao professor, com um olhar triste, sabendo que não teria boa nota. Saiu da sala juntamente com as suas amigas e sentaram-se todas juntas numa das mesas de pedra do pátio. Falavm sobre os mais variados assuntos e Daniela participava na conversa ativamente, quando de repente, nota em Lucas que está do outro lado do pátio, sentado num banco a ler. Daniela pensou que esta seria a sua oportunidade. Pegou na sua mala e levantou-se, dirigindo-se para Lucas. Os seus amigos paravam a conversa e seguiram-na com o olhar.


Maятa às 20:59

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3 comentários:
De twilight_pr a 27 de Julho de 2013 às 21:35
Como...? Como é possível acabares assim o capítulo? Como!?
Agora que eu queria saber da conversa deles os dois tu acabas assim!
Ai estou chateada com os pais dela, porque é que não compreendem que é o sonho dela?
Eu quero tanto que lhe compreendem e que fiquem do lado dela sempre! Para verem como ela é boa!


De francis marie a 28 de Julho de 2013 às 13:28
Um dia eu vou-te matar por parares nas partes interessantes , E ESTOU A FALAR MESMO A SÉRIO O:
mas tirando isso eu amei, muito e quero saber como é que a conversa com o Lucas vai correr, por isso trata de postar o mais rápido possível c:


De anna williams a 29 de Julho de 2013 às 12:17
Omg, posta rápido! o:
Acabas os capítulos sempre nas partes mais interessantes, não é justo!
A-D-O-R-E-I ! Está muito bom, sem dúvida :)
beijinhos


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