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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013

Bad Boy ~ 17

ATENÇÃO - Este capítulo contém referências sexuais. Não me responsablizo por aquilo que o leitor decide ler.

 

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                - Pois foi... e naquela altura, o pai dele era e continua a ser casmurro como tudo. Eles são iguais. Teimosos e persistentes, mas teem bom coração. E eu consigo ver perfeitamente que o Mateus gosta muito de ti. Cada vez que ele olha para ti, há um brilho no olhar dele que muitos homens não teem quando olham para a mulher que amam, ou pensam amar.

                Sorri com aquela afirmação.

                - E eu também gosto muito dele.

                Patrícia sorriu com aquilo que eu tinha dito. As batatas já estavam todas prontas a assar e eu limpei as mãos. Patrícia pôs as batatas no fogão e limpou as suas mãos.

                - Agora não é preciso mais nada. Vamos para a sala enquanto esperamos?

                Fomos as duas para a divisão onde os dois homens na casa viam um jogo de hóquei na televisão e barafustavam contra ela. Passado algum tempo, Patrícia foi verificar o assado. Da cozinha, chamou-nos e disse-nos para nos sentarmos na mesa da sala de jantar. O Júlio sentou-se, depois o Mateus e eu sentei-me ao lado dele. E depois reparei que na mesa havia um prato para a Patrícia e mais outro, que não sabia para quem era. Olhei para Mateus e vi que também ele olhava para aqueles pratos, mas mais para o que estava à cabeceira da mesa retangular. Patrícia chegou com o almoço e logo depois de se sentar, ouvimos alguém a abrir a porta da frente e a fechá-la, logo de seguida, Mateus ficou tenso e ficava cada vez mais a cada passo que se ouvia. Por fim, um homem alto, com uma t-shirt branca, calças de ganga e ténis cinzentos apareceu na sala. Tinha muitas tatuagens nos braços e tinha os olhos iguais aos do Mateus. Mal este último o viu, a sua respiração ficou ofegante e o tal homem ficou vermelho de raiva e começou aos gritos.

                - Mas o que é que ele está aqui a fazer?! Ele não é bem vindo!

                - Jaime, ele veio só visitar-nos! – Gritou Patrícia, levantando-se da mesa.

                - Já te esqueceste que é por causa dele que a nossa filha morreu?

                - Ele é humano e os humanos erram! Porque é que és tão teimoso?! – Respondeu Patrícia, quase a chorar.

                - Mas ele matou-a!

                - Calem-se! – Gritou Mateus, levantando-se e dirigindo-se à mãe disse: - Se eu não sou bem vindo, nós vamos embora.

                E pegou na minha mão, fazendo levantar-me da cadeira onde estava sentada, e antes de nos podermos mexer, Júlio levantou-se e falou.

                - Não se vão embora! Por favor! Pai, tudo bem, ele errou, mas já passaram 4 anos caramba! Será que durante este tempo todo nunca sentiste a falta dele? Não será agora a altura perfeita para o perdoares? Já alguma vez pensaste que talvez ele também sinta a mesma dor que tu? Conhecendo o Mateus como conheço, ele já te perdoou por o teres expulsado de casa. Por que é que não pões o orgulho de lado e o aceitas de novo na nossa família? Ele veio cá apresentar-nos uma pessoa importante na vida dele e tu ages assim!

                Jaime pareceu ficar mais calmo e durante uns minutos ficou assim, pensativo, de pé, ao pé da porta, enquanto todos nós esperávamos. De um momento para o outro, ele começou a caminhar na nossa direção e mal chegou ao pé de Mateus, abraçou-o com toda a sua força e lágrimas começaram a escorrer pela sua cara.

                - Desculpa filho. Eu nunca te quis magoar. Mas naquela altura estava tão triste e revoltado que me virei contra ti. Desculpa.

                - Eu desculpo-te, pai.

                E ficaram assim durante algum tempo. Quando se largaram, Mateus olhou para mim e sorriu, pegando-me de novo na mão.

                - Pai, esta é a Francisca, a minha namorada.

                - Olá, muito prazer.

                Ele limpou as lágrimas, sorriu-me e disse:

                - Igualmente. Sou o Jaime.

                - Bem, vamos almoçar? – Perguntou Patrícia com um sorriso de orelha a orelha.

                - Sim! – Gritou Júlio, sentando-se e pegando nos talheres, pronto a começar.

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                No dia anterior o Mateus tinha feito as pazes com os pais e ele estava mais feliz que nunca. Nesse dia, tinhamos combinado jantar em minha casa, mais uma das pizzas que estavam no congelador. Depois de jantar, fomos ver televisão. Depois de procurarmos por um bom canal, descobrimos um filme romântico. Era sobre um homem que tinha ido para a guerra e tinha deixado a esposa em casa, com filhos para criar. Entretanto, chegou a uma parte em que os dois finalmente se viam depois de três anos afastados e aquele momento fez-me sorrir. Nesse instante, o Mateus agarrou a minha cara suavemente e beijou-me. Primeiro, fez-lo levemente e depois, mais apaixonado. Ele pôs a sua mão na minha cintura e eu no cabelo dele. Ele levantou-se e pegou na minha mão, puxando-me para me levantar e subir as escadas. Fomos para o meu quarto e mal entrámos, o Mateus beijou-me de novo. Fomo-nos dirigindo lentamente para a cama e quando dei por mim já estávamos deitados e quase despidos, sendo que o Mateus estava por cima de mim. Eu tinha a roupa interior e o Mateus também. Começou a beijar-me o pescoço e foi descendo até chegar ao meu peito. Depois olhou-me nos olhos e perguntou:

                - Francisca, és virgem?

                - Sim.

                - E tens a certeza de que estás preparada para dar este passo?

                - Tenho. Eu amo-te. Quero fazer isto contigo.


Maятa às 20:33

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3 comentários:
De francis marie a 11 de Fevereiro de 2013 às 22:08
acabou assim ?
quero mais , muito mais :o :c
ameii muito , como sempre *o*


De ♥ Cátia ♥ a 12 de Fevereiro de 2013 às 02:03
Espectacular! Amei muito +.+ publica depressa, beijo :)


De anna williams a 12 de Fevereiro de 2013 às 16:36
Estou ansiosa pelo próximo! Não pode acabar assim, aiai. beijinhooos :)


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